Opinião: “Pessoas boas perdoam mil vezes, mas, quando vão embora, nunca mais voltam.”

Marcel Camargo 13697067_1758072054470876_3429572515567885758_nNum mundo cada vez mais distorcido em seus valores e princípios, torna-se mais difícil saber em quem confiar, em quem depositar esperanças, uma vez que máscaras fazem parte da vestimenta de muita gente. E acabamos, muitas vezes, dando de cara contra o muro, simplesmente por julgarmos os corações alheios de acordo com os nossos. Infelizmente, ser bom demais se tornou perigoso.

Existe, no contexto de hoje, uma necessidade de se dar bem em todos os setores, mesmo que por meio de vantagens indevidas, de caminhos duvidosos, como se os fins justificassem quaisquer meios. Nessa toada, a lealdade e o comprometimento com o outro acabam por ser algo a não se prender, pois o que importa mesmo é galgar os degraus da ascensão social, ascensão no trabalho, no emprego, na vida, o que torna as relações humanas cada vez mais frágeis e vazias.

Mesmo assim, muita gente ainda quer acreditar no ser humano, na amizade verdadeira, no amor, na afetividade sincera. Muita gente ainda persiste no propósito de ser feliz sem machucar ninguém, sem trair, sem maldizer, sem ferir o outro, colocando-se no lugar das pessoas com quem convive. E é assim que a gente se ferra, simplesmente porque várias pessoas acabarão confundindo nossa solicitude com servidão, abusando do que temos a oferecer.

Pessoas positivas e capazes de entender o outro acabam perdoando com mais facilidade, retomando o que havia com esperança renovada e acreditando na capacidade de o ser humano se reinventar e melhorar a cada dia, aprendendo com os próprios erros. No entanto, sempre haverá quem não valoriza o perdão que recebe, como se todos fossem obrigados a perdoar e perdoar sempre que ele vacile. Muitos não refletem e jamais mudarão, afinal, para eles, é o mundo que está errado, eles não.

Uma coisa é certa: não há quem abuse da bondade do outro pelo tempo que quiser, pois chega um momento em que as forças e a paciência acabam, ainda que haja amor, afetividade e carinho. Pessoas boas perdoam infinitas vezes, porém, quando desistem, acabam desistindo por completo. Então já era, não haverá mais volta, perdão ou chance alguma. Pelo menos isso.

Marcel Camargo

At https://www.resilienciamag.com

2 opiniões sobre “Opinião: “Pessoas boas perdoam mil vezes, mas, quando vão embora, nunca mais voltam.””

  1. -Tã coméqué Zabel? Á tante quê nom te via. Tã só agoréque vinhestes da frança? Passarindes lá o inverne tode!
    – Dé, Requêta, iste cá já non é prá gente. Oulha, médeques nom á, pra fazê os izémes temes qui de carro de praça… ê já nom tenhe paciença!
    – Nom digas isso, Zabel, temes cá os nosses parentes más velhes. Os nosses filhes arrenjim-se bem por lá sim a gente! A gente lá só les dá trabalhe. e oulha cos ordenados deles nom cheguim pra mes pagar o lar, co dinhere ca gente ganha da retrete é munto pocachinhe!
    – Ê já cá estou á um mês e veje isto tã paráde. Agente confiou quéra gente boa, metêrimes o papelinhe no burêque mas nom vêje dfrença. Fum-me im outubre e até oje nom andou nada! Estam por aí uns paraleles à solta e pouque más, Requêta. Fum ó chá dos livres desserim-me que o cantori se está a esfinzé. Umas de muletas, outras incolhidas, outras cos omes doentes, nom podim saí do pé deles. Dé, escutaqui quê te digue ó ouvide: já se estam a barimbé prá presedenta, nim sequê queserim di a Lesboa, quéra o dia do senhô dos Passes! Ê tenhe pena é da professorinha canda lá atrás dela quema um quizinhe. Tam bem quela podia está casadinha com o senhô professô, lá navenida! Anda ali infiadinha, infiadinha, e pronte!
    -Ó mulhê, nom digas isse! Nom anda assim tam infiadinha. Oulha quela depressa sarrebetou com o gafanhôte dos retrates. Aquile inda dá im ajuntamente, diguetê!
    -Cousas que tu dizes! Ê ache quéla já tem idade pra vê que fô inganada. Dêxousi na cantiga agora oulha, tarde piou. Vou mas é ó marché antes que féchim. Dêxa cagente logue desinferruja o badale más um pecadinhe. Dês te guarde!

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  2. -Tã coméqué Zabel? Á tante quê nom te via. Tã só agoréque vinhestes da frança? Passarindes lá o inverne tode!
    – Dé, Requêta, iste cá já non é prá gente. Oulha, médeques nom á, pra fazê os izémes temes qui de carro de praça… ê já nom tenhe paciença!
    – Nom digas isso, Zabel, temes cá os nosses parentes más velhes. Os nosses filhes arrenjim-se bem por lá sim a gente! A gente lá só les dá trabalhe. e oulha cos ordenados deles nom cheguim pra mes pagar o lar, co dinhere ca gente ganha da retrete é munto pocachinhe!
    – Ê já cá estou á um mês e veje isto tã paráde. Agente confiou quéra gente boa, metêrimes o papelinho no burêque mas nom vêje dfrença. Fum-me im outubre e até oje nom andou nada! Estam por aí uns paraleles à solta e pouque más, Requêta. Fum ó chá dos livres desserim-me que o cantori se está a esfinzé. Umas de muletas, outras incolhidas, outras cos omes doentes, nom podim saí do pé deles. Dé, escutaqui quê te digue ó ouvide: já se estam a barimbé prá presedenta, nim sequê queserim di a Lesboa, quéra o dia do senhô dos Passes! Ê tenhe pena é da professorinha canda lá atrás dela quema um quizinhe. Tam bem quela podia está casadinha com o senhô professô, lá navenida! Anda ali infiadinha, infiadinha, e pronte!
    -Ó mulhê, nom digas isse! Nom anda assim tam infiadinha. Oulha quela depressa sarrebetou com o gafanhôte dos retrates. Aquile inda dá im ajuntamente, diguetê!
    -Cousas que tu dizes! Ê ache quéla já tem idade pra vê que fô inganada. Dêxousi na cantiga agora oulha, tarde piou. Vou mas é ó marché antes que féchim. Dêxa cagente logue desinferruja o badale más um pecadinhe. Dês te guarde!

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