Helena Freitas abandona a UMV do Interior

Helena FreitasEm 10 de março de 2016, correspondendo a um convite do primeiro-ministro, tomei posse como coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior. Um desafio que sabia ser complexo, mas que aceitei com entusiasmo, convicta de que o sucesso desta missão seria relevante para o país. Com a coordenação do Programa Nacional para a Coesão Territorial, realizada a sua primeira avaliação semestral, e com a conclusão da Agenda para o Interior, um documento estratégico de longo prazo, cumpro o meu compromisso, esperando ter contribuído para impulsionar um novo rumo no combate à absurda assimetria de que o país enferma.

Congratulo-me com a nova fase da Unidade de Missão para a Valorização do Interior e com a responsabilidade que assumirá no interesse nacional, desempenhando um papel central no apoio às famílias e à rápida reconstrução de um território que tanto sofreu nas últimas semanas. Sei que esta é uma vontade partilhada, e que nasce da cumplicidade criada entre muitos daqueles que viveram e sentiram de perto a tragédia que afectou em particular os concelhos de Pedrogão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Góis.

O meu gosto pela atividade política esteve sempre associado à utopia e ao desejo de uma participação empenhada na construção de políticas públicas justas e adequadas ao progresso do meu país. Sempre acreditei ser meu dever contribuir, na medida das minhas competências e nas circunstâncias em que me sentisse útil e motivada. E assim fui fazendo, em vários momentos e de múltiplas formas. Nestes ciclos, mantive sempre vivo o meu vínculo à ciência, matriz indispensável ao que sou e determinante no meu pensamento.

Procurei dar o meu melhor no desempenho desta missão, mas não tenho qualquer dúvida que é preciso ir muito mais longe e impor um maior compromisso político para se afirmar um caminho de coesão que é complexo e exigente, necessariamente longo, mas que não deixa alternativa; o combate ao abandono e às desigualdades é um desígnio nacional.

No meu regresso à Universidade, reafirmo o meu empenho e a minha liberdade em corresponder sempre que entenda ser útil ao meu país, tendo agora um acrescido e valioso conhecimento das instituições públicas, do seu funcionamento e das suas limitações, e do universo da política e dos partidos políticos. Continuarei fiel ao que sinto e ao que penso, firme nos ideais e nos valores da integridade moral e da ética pública. E enquanto tiver o privilégio de escolher, serão sempre os lugares onde o meu coração bate confiante, tranquilo e feliz.

Helena Freitas

At https://www.facebook.com/

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