Novo empreendimento turístico no Crato

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Nasceu na Herdade da Rocha, Crato, no Alto Alentejo e está associado à produção de vinho e azeite. Falamos do Olive Residence and Suites, o novo empreendimento turístico do Alto Alentejo que oferece oito unidades de alojamento, divididas entre o edifício principal e as suites externas individuais, piscina, estacionamento privativo e terraço comum.

Segundo a Publituris a casa principal possui quatro  quartos, com casa de banho privativa, que oferecem das varandas uma vista para o jardim e vinha, bem como salar de estar e sala de jantar.

As suites externas têm um terraço individual e uma sala de estar e foram baptizadas com nomes de variedades de azeitonas – Maçanilha, Verdeal, Picual e Cordovil.

O empreendimento está ainda dotado de um espaço comum, que serve de apoio à residência principal e às suites externas, onde é possível degustar as principais refeições confeccionadas por uma equipa local que privilegia os sabores da região e a utilização de produtos endógenos produzidos na herdade.

At http://www.tribunaalentejo.pt/

Wine Market, este Sábado, em Monforte

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Com os seus primórdios a remontarem ao ano de 1338, o Torre de Palma Wine Hotel inspira-se no modo de vida da distinta família Basilii (antigos habitantes das vizinhas ruínas romanas de Torre de Palma) onde a produção de vinho era a actividade económica por excelência praticada na Herdade.

De forma a elogiar este importante trabalho, gostaríamos de o convidar para um evento especial aberto a toda a comunidade:
– 1º Wine Market de Torre de Palma Wine Hotel, um mercado exclusivo de produtores de vinho da nossa região
– Entre as 16:00 e as 20:00h de dia 20 de Maio, junto à Adega de Torre de Palma Wine Hotel.

Os produtores presentes:
– Torre do Frade
– Tiago Cabaço
– Reynolds
– Mouchão
– Explicit (Família Rosa Santos)
– Lima Mayer
– Reguengo Sousão
– Cabeça do Reguengo
– Terras de Alter
– Altas Quintas
– Herdade do Gamito
– Adega Mayor
– Luis Duarte Vinhos
– Joaquim Arnaud
– Torre de Palma
– Monte da Colonia

At http://www.torredepalma.com/

Opinião: “Carta aos jovens que não gostam de política: ‘Acordem!’ “

leonor veiga mw-300Jovens portugueses, chegou a nossa hora. Vamos seguir o exemplo do Salvador: pensar fora da caixa. Os franceses já têm o Macron, os canadianos já têm o Trudeau. São ambos da nossa geração. E nós? A nossa geração, aquela que está tão bem preparada, que se espalhou pelo mundo com a crise, tem de regressar. Voltem, e metam-se na política. Aos que cá ficaram, peço-vos: mexam-se! Não se desinteressem! O país precisa de (mais) renovação e gente com fibra e iniciativa.

Preocupa-me que, sempre que se aproximam eleições, ou estamos perante a discussão pública de um tema fracturante, alguém me diga: “Não gosto de política”. Não gosto de política? Política, eu defendo, é a actividade mais nobre a que um ser humano se pode entregar. Porque servir os outros é um acto que mostra nobreza de carácter. Só que muitos jovens da nossa idade, pessoas instruídas e que pensam com a própria cabeça, escusam-se ao debate político por resignação. “Não vale a pena”, dizem-me. Querem viver à parte desse mundo. Agora digo-vos: o mundo só muda com acção. A História prova-o.

Eu entendo a origem da vossa alienação; aos 38 anos também a vivo. Mas estes últimos tempos têm trazido ao de cima imensos extremismos que – e isto é muito, muito importante – só nos vão prejudicar a nós. Os jovens ingleses, pobres deles, vão ter de aguentar estar fora da Europa por causa dos que pensam dentro da caixa.

Precisamos de voltar a ser arrojados nas soluções, como no passado. Em Portugal temos vários exemplos históricos de fuga para a frente. Se os nossos reis não tivessem pensado fora da caixa, não tinha Portugal dividido o mundo com a Espanha. Se os nossos navegadores tivessem pensado dentro da caixa, não tinha Portugal chegado ao Japão em 1543. Se os nossos políticos contemporâneos não pensassem fora da caixa, não teríamos a geringonça! E por aqui me fico.

Jovens do século XXI, a melhor e mais bem preparada geração de sempre: Acordem! Nós estamos preparados. Poucas ajudas temos tido, temos feito tudo sozinhos. Sair para o mundo global é uma solução óbvia. E a mais simples. Mas ficar e contribuir para refazer a realidade, embora duro porque há muita resistência, é o que temos de fazer. Já que estamos a mudar o país com toda a nossa capacidade de inovação – sim, eu saí durante 10 anos e vejo o impacto da nossa criatividade! –, só falta mesmo entrarmos na política. Para que o país dê o tal salto! Temos de inventar uma nova era, a nossa. Por isso, digo outra vez: política pode e deve ser discutida, se possível entre vozes discordantes e com visões contrárias. Porque assim se aprende. Um acto de grande civismo a que assisti foi a de um americano (obviamente democrata) perguntar no Facebook aos apoiantes de Trump por que tinham votado nele. Estava com vontade de os entender. Recebeu várias respostas, que embora não o convencessem, o retiraram da ‘bolha’ em que se encontrava. Da mesma forma, jovens portugueses, saiam da vossa ‘bolha de alienação política’. O tempo é agora.

Leonor Veiga

At Visão

Exército diz que quem é mais atingido por nuvem radioactiva de Almaraz serão os do norte

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O Exército simulou como Portugal seria afectado em caso de acidente grave na central nuclear espanhola. Norte seria a região mais afectada. A Protecção Civil desconhece o estudo, feito em 2010.

Cerca de 800 mil pessoas em Portugal podem ser afectadas pela radioactividade caso ocorra um acidente grave na central nuclear de Almaraz, em Espanha, revela uma simulação feita pelo Exército em 2010 a que a Renascença teve acesso.

A simulação, feita pelo Elemento de Defesa Biológico, Químico e Radiológico do Comando das Forças Terrestres a partir de um programa da Nato, tem como base um cenário idêntico ao acidente de Chernobyl, em 1986 – o rebentamento de um reactor, seguido de incêndio.

A simulação foi feita a partir do cenário mais perigoso, com uma probabilidade de ocorrência muito baixa, sublinha a major de engenharia Ana Silva, comandante desta força do Exército, em declarações à Renascença.

O programa simula a evolução da nuvem radioactiva nas 40 horas que se seguem à explosão e a sua deslocação pelo território português, onde chegaria 12 horas após o acidente.

“Os distritos atingidos pela nuvem radioactiva são os que ficam no norte de Portugal, sendo que o distrito de Castelo Branco será o mais afectado, mas sempre com valores baixos de radioactividade. No total, prevê-se que afecte 800 mil pessoas”, revela a major Ana Silva.

De acordo com esta oficial do Exército, “dada a proximidade com a fronteira espanhola, os concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Penamacor, onde vivem cerca de 45 mil pessoas, registam o maior nível de afectação”.

No entanto, “o problema não é tanto o que resulta da exposição imediata à radiação, mas sim os efeitos que se podem manifestar caso a exposição seja prolongada”.

Apenas os 170 habitantes de Segura, uma aldeia do concelho de Idanha-a-Nova, teriam que ser retirados de suas casas como medida de precaução. Nesta povoação fronteiriça, ninguém conhece o estudo do Exército nem as medidas de segurança a adoptar em caso de acidente nuclear. (…)

Protecção Civil desconhece estudo

O Elemento de Defesa Biológico Químico e Radiológico do Comando das Forças Terrestre já apresentou a sua simulação aos técnicos de Almaraz e as previsões das consequências coincidem. No entanto, nunca se organizaram exercícios conjuntos nem há planeamento partilhado entre Portugal e Espanha.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil não conhece o estudo nem realizou nenhum exercício com base nas suas conclusões.

At http://rr.sapo.pt/