Acesso à praia fluvial do Arneiro vai a obras (e do “turismo rural”)

conhal-do-arneiro-dsc01064

Assinado, este dia 8 de Maio, o auto de consignação para a execução da obra denominada “Caminho de acesso ao cais do Tejo, nas Portas de Rodão”, freguesia de Santana, adjudicado à empresa Urbigav – Construções e Engenharia, S.A., pelo valor de 43.229,52 € e prazo de execução de 60 dias.

Esta intervenção enquadra-se no projecto integrado de valorização do Tejo e Zonas Ribeirinhas, para alem de melhorar as condições de acessibilidade e segurança, visa aumentar e dinamizar a componente socioeconómica desta freguesia, na sua vertente turística.

At http://www.cm-nisa.pt/

Opinião: “CGD? Que banco público?”

Luis C Ferreira 15558577_lK8RAO anunciado encerramento do balcão da CGD de Almeida, o único previsto numa sede de concelho, deve fazer-nos reflectir sobre o que se espera – e exige – de um banco público. O que sabemos sobre a gestão da Caixa ao longo de vários anos é que o banco era público para servir interesses privados.

Para absorver “pessoas importantes” do regime, lá metidos para emprestar dinheiro aos “amigos” privados. Sabemos como isso resultou numa gestão calamitosa e em negócios ruinosos para a CGD, quer dizer, para os contribuintes. Os mesmos de sempre chamados a tapar os buracos.

Esta perversão da missão pública fez, inclusive, com que a Caixa, em anos recentes, não tenha sido sequer o banco que mais apoiou as empresas portuguesas, como já aqui denunciei. Agora, com uma brutal recapitalização em curso (paga em grande parte pelos contribuintes) e um vasto plano de reestruturação (fechos de balcões e saídas de funcionários), é preciso questionar que serviço público a Caixa tem feito e qual o que perspectiva fazer no futuro. Como? Quando? Onde?

E perguntar como é que o fecho de balcões no interior se coaduna com a noção de serviço público. Compreende-se a necessidade de uma postura eficaz, rentável e concorrencial, adaptada ao desenvolvimento tecnológico e às leis do mercado. Mas se se limitar exclusivamente a isso, qual o interesse de o Estado ser dono de um banco? Abandonar o interior não é apenas – e isso já seria muito! – abandonar os milhares de idosos que toda a vida tiveram o seu dinheiro na Caixa.

É também desistir das economias locais, dos empresários e dos empreendedores que, longe dos grandes centros, muito fazem pelo desenvolvimento das suas terras. Seria melhor repensar que sentido faz o Estado ter este banco. Um banco público a fazer serviço público, entendo. Um banco como este tem sido e como se antevê que venha a ser, não entendo.

Luís Campos Ferreira

At http://www.cmjornal.pt/