Opinião: “A nossa reforma”

Sergio sspAo fim de cerca de 50 anos de descontos, um homem – cuja esperança de vida é inferior à da mulher – aos 70 anos poderá contar, em média, com 6 ou 7 anos de vida como pensionista. Se achar que tem direito a parar de trabalhar mais cedo e gozar a sua reforma, esta é-lhe cortada em 40%. Um dia virá em que, confrontado com a necessidade de trabalhar quase até ao caixão, talvez o homem prefira deixar aquilo que se habituou a considerar como a sua principal poupança – os seus descontos – aos filhos, sob a forma de poupança familiar. Afinal, talvez o sistema só atinja a perfeita sustentabilidade quando estudos demonstrarem tranquilizadoramente que a maior parte não vive para ver a meta, ou quando o direito à reforma só puder ser exercido mediante entrega dos papéis, certidão de óbito incluída.

At Facebook / Sérgio Sousa Pinto

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