John Newman é o primeiro confirmado para o Crato

John Newman é o primeiro nome assegurado para o cartaz do Festival do Crato de 2017, que decorre entre os dias 23 e 26 de Agosto. O concerto está marcado para dia 24.

O cantor que se destacou pela canção ‘Love Me Again’ – do álbum de estreia de 2013, “Tribute” – actua pela terceira vez em Portugal. O músico britânico vem a Portugal apresentar o seu terceiro álbum, ainda sem título ou data de saída anunciados.

O Festival do Crato, que decorre desde 1984 como Feira de Artesanato e Gastronomia, tem-se afirmado nos últimos anos como um dos grandes eventos de música do Verão, ao já ter atraído nomes internacionais como os Scorpions, os James ou Gilberto Gil, e nomes nacionais tão diversos como Rui Veloso, Buraka Som Sistema, Deolinda ou Capitão Fausto.

Os passes e bilhetes diários já estão à venda nos locais habituais:

Bilhetes Diários:
Dia 23: 12€
Dia 24: 12€
Dia 25: 14€
Dia 26: 14€

Os passes de quatro dias custam 28€. Com acesso ao parque de campismo, os passes gerais custam 32€. Os bilhetes só são pagos a partir dos 13 anos.

At http://radiocomercial.iol.pt/

Novo empreendimento para Nisa em 2018

Empreendimento IMG_02-1

A Tapada da Queijaria – Alentejo Wellness Destination vai ser o próximo empreendimento turístico de Turismo em Espaço Rural, na tipologia Agroturismo, do concelho de Nisa, no Alentejo.

Com abertura prevista para o segundo semestre de 2018, o projecto integra oito unidades de alojamento, das quais quatro quartos duplos na casa principal e quatro suites em quatro bungalows, sendo um destes com acesso para mobilidade reduzida. O empreendimento vai disponibilizar também piscina exterior e “uma panóplia de programas que serão customizados à medida do turista, assim como a execução de laboratórios criativos, acções de enriquecimento pessoal, novas abordagens comportamentais, e outros”, explica Margarida Camões, promotora do projecto.

A responsável esclarece que o conceito do futuro empreendimento turístico vai basear-se “no produto turístico de Wellness/Bem estar (e de fruição espiritual),  na forma de Wellness Destination  focado nas actuais pretensões do turista”. Pretende-se uma mudança de paradigma sustentada em duas dimensões : participação activa e modo emocional (da experimentação à interiorização). Queremos promover  e qualificar os recursos endógenos existentes (Termas, Turismo Cultural, Gastronomia e Turismo da Natureza – Percursos Feel Nature do alto Alentejo). Destaco também a presença do Montado, uma vez que o empreendimento se instalará num montado de sobro e azinho. Além disto, alinhado com as pretensões de Segurança e Saúde que se procuram,  pretende-se disponibilizar  um programa de Apoio Customizado ao Turista”, indica Margarida Camões.

At http://www.publituris.pt/

Estado fecha Centroliva

Centroliva 1485156365_centroliva-(2)

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) encerrou a empresa Centroliva, de Vila Velha de Ródão, com base no risco para o ambiente e para a saúde pública, foi hoje anunciado.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o Ministério do Ambiente explica que a decisão da CCDRC foi tomada na sexta-feira, sendo que esta medida cautelar de encerramento determinou que fossem desligadas as caldeiras da unidade fabril. “A decisão tem por base a existência de risco para o ambiente, para a qualidade do ar e para a saúde pública”, lê-se no documento.

A empresa de Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, dedicava-se ao processamento de bagaço e produção de energia e em fevereiro de 2016 tinha sido intimada a “adotar as medidas necessárias” ao exercício da sua atividade “sem incumprimentos ambientais”. Após o prazo de 30 dias, o Ministério do Ambiente decidiu que a Centroliva tinha dado cumprimento a todas as determinações constantes no mandado, pelo que manteve o funcionamento da unidade fabril.

Agora, um ano depois, a empresa é encerrada pela CCDRC com base numa ação de fiscalização realizada no dia 7 de março, quando foram efetuadas medições dos efluentes gasosos das duas fontes de emissão da empresa, dedicadas à produção de energia elétrica a partir da combustão de biomassa (bagaço de azeitona, estilha e resíduos florestais) em duas caldeiras.

“Nessa ação de inspeção verificou-se o incumprimento, por parte da empresa, dos valores limite de emissão aplicáveis aos poluentes, partículas, monóxido de carbono e compostos orgânicos”, sustentam.

Segundo a CCDRC, a cessação da medida cautelar agora aplicada só poderá ocorrer após verificação de que a situação de perigo grave para o ambiente e qualidade do ar cessou.

At http://expresso.sapo.pt/

Opinião: “A Moda”

FB_IMG_1489391048516

A moda é uma forma de arte incompreendida e elitista. Talvez menos abrangente. Tantas vezes questiono se a culpa é do consumidor ou da pseudo-elite. Ou dos dois. São demasiados os que a consomem, profundos os que a questionam, audazes os que a violam e todos os que com ela se relacionam. Pacificamente. A verdade é que quando se assiste a um desfile de moda se entra num universo de elevação do ego através da contemplação do raro.

Tantos presentes desconhecem a origem das confecções e aproveitam a exclusividade da circunstância, porque crêem haver sempre uma certa distinção em ser-se apreciador de moda. Convém dizer que tal nomenclatura engloba as mais exóticas construções de passarelle mas também as cadeias de fast clothing que nos vestem como resultado de uma aproximação detalhada do consumidor que não sabe traduzir a tendência em bruto. Chama-se a isso lapidar e industrializar o que é demasiado genial para que abrangido pelas massas. Perdoai a franqueza. Até parecia um deles, não era? A área da moda faz-se de quem a edifica, de quem a conceptualiza, de quem tem a coragem de a contestar, desconstruir e reinventar para gáudio de uma assistência maioritariamente leiga que se instiga a agigantar o intelecto para poder integrar um mundo de aparentes ideais.

A moda faz sonhar os que se menosprezam e os conservadores. A moda protesta. Mesmo sem saber contra o quê. Como a maioria dos humanoides. Não somos todos moda mas a moda é feita como consequência de todos. O que vos quero dizer é que a função da arte é fazer-nos despertar emoções. Sejam elas de choque ou conforto. Sejam elas egoísticas ou de superior intuito. Sejam elas de escárnio ou adoração. É isso que a moda faz, além de massajar o ego aos imbecis que precisam de fazer parte de alguma coisa para se superiorizar a alguém.

By Darko

Opinião: “O voluntariado nasce num coração grande”

Antonino acanac_a.dias1Isto cá para nós que ninguém nos ouve. Mesmo que não esteja no cardápio das causas de doenças, acho que a cultura do sofá, de braço dado com o gosto pelo zapping e quejandos, encarquilha os ossos, faz rugas na testa e causa surdez nos ouvidos do coração. Além disso, deve provocar colesterol, talvez bicos de papagaio, não sei se enxaquecas e cara de vinagre. Presumo que estimule o “alzheimer espiritual” e muitas outras maleitas egocêntricas de consequências graves no viver e conviver. Sobretudo quando as pessoas têm vida saudável, experiência e conhecimentos para partilhar, mas já aposentadas e sem outros cuidados e afazeres, se aferrolham inativas. Sei que estas minhas afirmações só serão válidas enquanto não vier outro a dizer o contrário, me tenha por metediço e pense que eu não fecho bem a gaveta. No entanto, sabe bem constatar o coração escorreito e o cuidado profilático de tanta gente crente e não crente que não se cansa de correr a gastar muita da sua energia em gestos de amor e solidariedade, ignorando qualquer fronteira religiosa, ideológica ou política. Refiro-me à multidão de voluntários que no mais variado campo de ação, de forma gratuita e competente, servem os outros, com generosidade e alegria.

Por todo o mundo, e nos mais variados setores da atividade humana, há, e vão surgindo cada vez mais, organismos e coletividades de matriz cívica e religiosa, criadas e dinamizadas por voluntários. Dedicam-se ao serviço desta casa comum que é a natureza, ao serviço da cultura, do desporto, da saúde, da comunicação social, do socorro de emergência, do apoio em campos de refugiados, da promoção humana, do serviço às pessoas seja ele qual for, onde for e com quem for. Os próprios governos e instâncias internacionais entendem ser conveniente não ignorar o valor social e cívico destas iniciativas e têm até procedido ao seu enquadramento legal (cf. C. Past. CEP, 2001). Entre nós, apesar do elevado PIB de produção legislativa a enfurecer a justiça e quem a tem de aplicar, penso que ainda é a Lei nº 71/de 3/11/98 e o Decreto-Lei nº 389/de 30/09/99, que estão em vigor. Definem o conceito de voluntariado, enumeram os seus direitos e deveres, especificam as áreas de intervenção.

Como é evidente, o voluntário que se preza de o ser tem de marcar a diferença. É pessoa com maturidade humana, afetiva e espiritual, capaz de relação social, com capacidade de inserção no meio ambiente e no grupo, se o há, em espírito de comunhão e colaboração integrada. Mais do que ações de solidariedade, ele próprio é solidário e gosta de ajudar quem precisa, oferece com amor os seus conhecimentos e os seus préstimos. Por isso mesmo, a sua colaboração não é fruto de um entusiasmo momentâneo que logo esmorece. É um voluntariado assumido de forma contínua, responsável, competente e alegre. Não simplesmente para ocupar os tempos livres ou para satisfazer interesses menos claros. Trata-se de um serviço social exercido em espírito de verdadeira cidadania.

O voluntariado da Igreja, para dentro e para fora, tem uma prática de milénios, fortemente potenciado pelos valores que a Boa Nova de Jesus anuncia. Toda a Igreja, em todos os tempos, foi Igreja de voluntários. Tantos homens e mulheres que ao longo dos séculos souberam dar o seu tempo, os seus conhecimentos, a sua vida e, muitos, os seus próprios bens, fazendo o bem sem olhar a quem. Fruto do voluntariado tem sido o ministério da Evangelização, a assistência e promoção social, o cuidado em áreas da saúde, o empenho cultural, a libertação dos povos, a luta pela justiça e pela paz (cf. Idem). Hoje, em Portugal, são milhares e milhares de pessoas, crianças, jovens e adultos, que, organizada e gratuitamente, dão o seu tempo, o seu saber e o testemunho da sua fé como catequistas, como membros de grupos corais, como acólitos, leitores e na diversidade dos ministérios laicais. São milhares as pessoas dedicadas a cuidar dos espaços litúrgicos, a visitar doentes e idosos em lares, em casas de famílias e em hospitais e se dedicam também a visitar presos nas cadeias. São milhares os que, nas férias, partem em missão de voluntariado associados a instituições religiosas ou outras. São milhares os que, de forma gratuita e disponível, pertencem aos órgãos sociais de misericórdias, centros sociais paroquiais, confrarias, associações de fiéis, movimentos de ação pastoral, comissões de festas e outras que se ocupam na defesa e preservação do património paroquial, e sei lá mais o quê!

Todo o serviço de voluntariado, crente ou não crente, nasce do coração humano, revela valores de humanismo assente na dignidade humana e no sentido da fraternidade universal.

D. Antonino Dias