Bordados de Castelo Branco vão cobrir a catedral de Manchester

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A catedral de Manchester vai receber em setembro uma série de peças têxteis produzidas em Castelo Branco criadas pela artista portuguesa Cristina Rodrigues para cobrir os quatro altares da igreja, revelou a artista.

O projeto, que resulta de uma parceria entre Cristina Rodrigues e o município albicastrense, será apresentado a 9 de março nos Paços do Concelho da cidade portuguesa com a presença especial do deão da Catedral, Rogers Govender.

O convite para produzir uma obra de arte contemporânea permanente surgiu após o sucesso de uma exposição temporária que a artista, então radicada na cidade do norte de Inglaterra, realizou em 2014 naquele espaço, intitulada “Mulheres do meu País”, e que atraiu mais de 200 mil visitantes. Na altura, a artista decorou o espaço com uma peça de grande dimensão, uma “Manta” composta por adufes produzidos no mesmo distrito, em Idanha-a-Nova. Para este trabalho, decidiu estudar a história da Catedral de Manchester, que em 2001 viu uma nova ala do edifício ser inaugurada pela rainha Isabel II, chefe da Igreja Anglicana.

“Descobri que a monarca visitou Portugal apenas uma vez, em 1957, e que nesta altura o Estado português ofereceu à rainha uma colcha em bordado de Castelo Branco”, contou à agência Lusa. Foi então que a artista portuguesa, cuja obra artística tem procurado recuperar técnicas artesanais tradicionais portuguesas, decidiu criar as peças em linho e com bordado de Castelo Branco. “É um dos projectos mais ambiciosos que produzi até à data”, confiou, descrevendo “dois anos a desenhar sem parar” devido ao complicado processo de aprovação das peças finais, cuja produção tem acompanhado semanalmente.

Cristina Rodrigues produziu 158 desenhos de grandes dimensões até chegar aos quatro desenhos finais que foram aprovados pelo Conselho Directivo Local da Catedral de Manchester e, posteriormente, pelo Conselho Directivo Nacional. A aprovação era necessária porque a Catedral faz parte dos edifícios classificados como património histórico nacional do Reino Unido.

As sete obras têxteis estão a ser executadas em linho e bordadas a seda natural, por seis bordadeiras de Castelo Branco com mais de 20 anos de experiência, na Oficina Escola do Bordado de Castelo Branco, num espaço que pertence à autarquia. Em setembro, serão colocadas nos quatro altares da Catedral, templo da Igreja Anglicana onde se realizam missas diariamente e uma das principais atrações turísticas da cidade.

“Trata-se de uma instalação de cariz permanente, no entanto, a direcção da Catedral de Manchester, irá organizar uma exposição itinerante com estas peças têxteis por museus em várias partes do mundo”, adiantou a artista.

At https://www.diariodigitalcastelobranco.pt/

Os eleitores do interior

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O secretariado da secção concelhia do Partido Socialista (PS) vem em comunicado desmentir o Presidente do Partido Social Democrata (PSD) de Castelo Branco, Carlos Almeida, já anunciado candidato à Câmara Municipal, que em entrevista recente a uma rádio de Castelo Branco, afirmou que ” na competição do número de eleitores, Castelo Branco perdeu 2000 eleitores e que ocupa o “último lugar” nas capitais do Interior“.

Com base nos mapas publicados pela Secretária-geral da Administração Interna, o PS explica que Castelo Branco ocupa o 15.º lugar de entre as 20 capitais, no ranking do número de eleitores, à frente de Évora, Guarda, Bragança, Beja e Portalegre.

No Distrito de Castelo Branco, o município de Castelo Branco é o que tem maior  número de eleitores e o que menos perdeu em 4 anos.

Na perda de eleitores, capitais como o Porto, Portalegre e Santarém perderam mais que Castelo Branco.

Castelo Branco perdeu menos eleitores que municípios relevantes e próximos como: Torres Novas, Portalegre, Santarém, Abrantes, Covilhã e Fundão.

Nos 18 distritos e 2 regiões autónomas: 14 perdem eleitores (Aveiro, Madeira, Leiria, Coimbra, Santarém, Évora, Vila real, Viana do Castelo, Bragança, Viseu, Beja, Portalegre, Guarda e Castelo Branco); 6 ganham (Faro, Açores, Setúbal, Porto, Lisboa e Braga).

Das 20 capitais de distrito e regiões autónomas: 15 perdem eleitores (Leiria, Vila Real, Funchal, Coimbra, Évora, Bragança, Viseu, Viana do Castelo, Guarda, Beja, Lisboa, Castelo Branco, Porto, Portalegre, Santarém); 5 ganham (Braga, Ponta Delgada, Setúbal, Aveiro e Faro).

71 municípios (dos 308 municípios portugueses) cresceram em número de eleitores, sendo 68 de Distritos do Litoral ou das Ilhas. 52 municípios perderam até 2% do n.º de eleitores. 32 municípios perderam entre 2% e 3% do n.º de eleitores. Lisboa, Porto, Castelo Branco, Viana do Castelo, Guarda e Beja, são capitais de distrito que integram este grupo. 62 municípios perderam entre 3% e 5% do n.º de eleitores. 72 municípios  perderam entre 5% e 8% do n.º de eleitores. 19 municípios perderam entre 8% e 14% do n.º de eleitores.

Face aos dados apresentados, o PS acusa Carlos Almeida de “impreparação e má-fé“, lembrando que “a desertificação é um problema nacional, que o PSD agravou com as suas políticas. As autarquias têm pugnado para resistir e contrariar a inexorável tendência. Quase sem exceção, as autarquias do Interior têm mais dificuldades e algumas têm pequenas vitórias.”

O PS termina afirmando que “está absolutamente confiante. A dinâmica demográfica é uma constante. Em 1997, Castelo Branco tinha 50.987 eleitores inscritos. Em 2001, diminuiu para 48.590. Em 2013, o número de eleitores já era 51.325. A diminuição agora indiciada, é também o resultado da austeridade imposta pelo PSD, entre 2011 e 2015. Caso se confirme o decréscimo em 2017, sabemos que com a liderança de Luís Correia, recuperaremos o eleitorado, como fizemos no passado.”

At Diário Digital