Campo Maior, única do distrito a receber prémio

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A XV Gala Mais Alentejo realizou-se ontem no Casino Estoril. Com aquele emblemático espaço completamente cheio, foram muitas as personalidades presentes, oriundas dos mais diversos sectores de actividade. Durante a cerimónia foram galardoados com Prémios Excelência, Percurso e Prestígio vários nomes da sociedade portuguesa, nomeadamente, entre outros, António Macedo, Adelino Gomes, Toni, Manuel Fernandes, Fernando Gomes, Ricardo Pereira, Helena Isabel, Manuel Luís Goucha, Maria de Lourdes Modesto, Carlos do Carmo e Adriano Moreira.

A próxima edição da revista Mais Alentejo inclui uma exaustiva peça jornalística sobre a XV Gala Mais Alentejo. A não perder!

Eis os vencedores nas 21 categorias dos Prémios Mais Alentejo 2016:
Mais Tradição: Festas de Barrancos
Mais Património: Água Património de Moura
Mais Empresa: Corkart
Mais Lagares: Herdade do Esporão
Mais Prazeres: Queijaria Guilherme
Mais Chefe: Pedro Pena Bastos
Mais Manjares: Comporta Café
Mais Dormidas Hotel: Alentejo Marmòris Hotel & Spa
Mais Dormidas Rural: Monte do Zambujeiro
Mais Adegas: Fundação Eugénio de Almeida
Mais Sensação: Festival Músicas do Mundo de Sines
Mais Política: Marisa Matias
Mais Iniciativa: Centro de Ciência do Café
Mais Arte & Fotografia: Manuel Ribeiro
Mais Literatura: José Luís Peixoto
Mais Desporto: Adrien Silva
Mais Música: Duarte
Mais Televisão Conteúdos: Repórter TVI
Mais Cinema, Teatro & Televisão: Fernanda Serrano
Mais Jornalismo: Ana Patrícia Carvalho
Mais Inovação: Dark Sky Alqueva

Parabéns aos vencedores nas 21 categorias e, sobretudo, a TODOS OS 105 NOMEADOS, todos são vencedores no percurso de construir Mais Alentejo.

At https://pt-pt.facebook.com/revistamaisalentejo/

Opinião: “Ficamos a ver passar os comboios?”

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Decorreu este Sábado uma Audição Pública promovida pela Assembleia Municipal de Évora para recolher mais informações acerca da passagem da linha férrea por Évora.

Recorde-se que se discute a passagem por Évora de uma linha inserida na rede transeuropeia de transportes – o corredor Sines-Caia.

Foram convidadas para a sessão, entre outras instituições e personalidades, a IP – Infraestruturas de Portugal e o Ministério do Planeamento e Infraestruturas. Foi uma sessão bastante esclarecedora, tendo ficado claro, ou melhor, ainda mais claro, que o projecto das Infraestruturas de Portugal para a reactivação do troço Évora-Évora Norte é assassino para uma parte do nosso território.

Falamos da reactivação que tem em vista a ligação entre a actual Estação de Comboios e a Estação Évora Norte, e que permitirá que dezenas de longos comboios de mercadorias, provenientes de Sines e com direção a Badajoz, passem em plena área urbana na zona nascente da nossa cidade.

Após a população se ter manifestado contra esta solução, após a Câmara Municipal se ter pronunciado no mesmo sentido, após todos os partidos terem afirmado que esta era uma solução inaceitável pois colocava em causa a segurança e a qualidade de vida de uma parte significativa da população de Évora, após o Ministério ter mandatado a IP a estudar a viabilidade desta solução, não ouvimos por parte deste Instituto Público qualquer outra alternativa que não esta.

Este é um projecto de importância estratégica para o país, mas tem também de ser um projecto com importância para o Alentejo e Évora. É triste não ter ouvido por parte da IP ou do Ministério um compromisso que esta ligação trará vantagens para a nossa região, seja pelo transporte de passageiros de e para a região, seja pelo transporte de mercadorias cá produzidas. A única coisa que ouvimos foi uma intransigência total sobre o projecto, e nada sobre quais serão os benefícios.

O país merece uma estratégia de desenvolvimento que pense em todo o país, e como tal no seu interior. O interior não pode ser visto como apenas o território que está entre o litoral e Espanha, pelo que um projecto desta dimensão tem de conter uma componente clara de valorização do território e dos seus habitantes.

Quanto ao troço Évora-Évora Norte, estou convencido que mais tarde ou mais cedo os responsáveis perceberão que a opção de reactivação do ramal de Estremoz é inviável. Caso não percebam isso, cá estaremos, para impedir tamanha obstinação.

Bruno Martins

At http://www.dianafm.com/