Câmara de Nisa recebe 6,8 milhões de euros

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O balanço dos ganhos com as transferências do Orçamento de Estado (OE) 2017 colocam o Alentejo numa boa posição lucrativa.

Dos munícipios do distrito de Portalegre, Ponte de Sor é aquele que mais vai receber das transferências do Orçamento de Estado para 2017. Ponte de Sor receberá mais de 8,4 milhões de euros.

Na lista das autarquias do Alto Alentejo, segue-se a Ponte de Sor o município de Elvas que receberá cerca 8,3 milhões de euros e a capital de distrito, Portalegre, que arrecadará praticamente 8 milhões de euros. Os outros dois lugares da lista dos cinco municípios do Alto Alentejo a beneficiar mais com as transferências do Orçamento de Estado são ocupados pelos municípios de Nisa e Avis com um ganho de 6,8 e 5,5 milhões, respetivamente.

Para além destes municípios alentejanos, registaram-se ainda benefícios para as autarquias do Crato (5 milhões de euros), Campo Maior (4,5 milhões de euros), Monforte e Alter do Chão (4,2 milhões de euros) e Gavião e Sousel (4 milhões de euros).

Castelo de Vide, Arronches, Marvão e Fronteira são os municípios do Alto Alentejo a receber menos de 4 milhões de euros com as transferências do Orçamento do Estado para 2017.

No entanto, com estas transferências, os municípios do distrito de Portalegre recebem um total de 78 milhões de euros.

O resto do Alentejo também conta com ganhos significativos: as 14 autarquias do distrito de Beja recebem, na totalidade, 103 milhões de euros e os municípios do distrito de Évora arrecadam cerca de 85 milhões de euros.

No balanço das transferências do Orçamento de Estado para 2017 conclui-se que o município de Odemira, pertencente ao distrito de Beja, é aquele que mais vai lucrar pois recebe um total de 14,6 milhões de euros.

At http://www.tribunaalentejo.pt/

XX Festival Internacional de Balões de Ar Quente

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Podes voar gratuitamente num balão de ar quente no Alentejo.

A indumentária deve ser prática e confortável e o calçado desportivo — nada de saltos altos. Não existem vertigens num voo livre de balão. Qualquer pessoa (salvo raras excepções) pode voar. Estamos prontos para participar na 20.ª edição do Festival Internacional Balões de Ar Quente de regresso ao Alentejo (Alter do Chão, Elvas Fronteira, Monforte e Ponte de Sor), que reunirá participantes oriundos de diversos países europeus entre os dias 6 e 12 de Novembro — os voos gratuitos em balão de ar quente abertos a passageiros decorrerão de 7 a 12 de Novembro.

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Nesta edição, o evento contará com a participação de 35 equipas de vários países (Portugal, Espanha, França, Holanda, Bélgica, Inglaterra e Luxemburgo). Todos os pilotos presentes no festival são “profissionais com créditos firmados no balonismo”, pelo que a Publibalão, fundada em 1994 e a primeira empresa a operar na área do balonismo em Portugal, e o Alentejo sem Fronteiras – Clube de Balonismo fundado em 2012, sendo a primeira escola do país para pilotos de balões de ar quente, sediada em Fronteira, garantem que é “totalmente seguro voar com qualquer uma das equipas”, lê-se em comunicado.

At http://p3.publico.pt/

Ilha no Rio Tejo à venda

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A ilha Mouchão de Alhandra está à venda no site Private Islands Online por 25 milhões de dólares (cerca de 22,8 milhões de euros).

Não tem piscina nem esplanada para beber um cocktail enquanto aproveita o pôr-do-sol. Há estábulos, celeiros e outras faciidades para criar gado. “Um sonho em desenvolvimento”, informa o sitehttp://www.privateislandsonline.com/.

O clima temperado e a vista sobre o Tejo são também características a ter em conta, ideais para quem deseja construir um ‘resort’ turístico, acrescenta o site. O preço está ao nível das melhores ilhas do mundo: a ilha Mouchão de Alhandra, em pleno Tejo, é mais cara do que algumas nas Seychelles, Polinésia francesa ou Bahamas e está há venda há vários anos.

Situada a cerca seis quilómetros de distância de Lisboa, a ilha é a única representante portuguesa neste site que se dedica à venda e aluguer de ilhas em todo o mundo.

O dono da Virgin, Richard Branson, ou o vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, são donos de ilhas privadas nas Caraíbas e passam por lá grandes temporadas. Será que algum deles vai um dia investir na ilha do Mouchão?

At http://www.jornaleconomico.sapo.pt/

Os municípios que querem salvar o planeta

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Com a entrada em vigor do Acordo de Paris, finalizam-se uma série de estratégias de combate e prevenção às alterações climáticas em 26 municípios portugueses. Portugal e a zona mediterrânica serão as regiões mais afetadas pelo aquecimento global.

O Acordo de Paris entrou esta sexta-feira em vigor, menos de um ano depois de ser aprovado. Em Portugal, 29 municípios do País preparam-se para dar início a um conjunto de estratégias específicas para travar os piores cenários resultantes da mudança do clima.

Este é o primeiro pacto universal sobre as alterações climáticas. Contrariamente ao Protocolo de Quioto que definia uma série de medidas de carácter obrigatório, o Acordo de Paris consiste num misto de objetivos voluntários e vinculativos passíveis de evoluir para compromissos mais ambiciosos e obrigatórios, não contemplando nenhum quadro sancionatório, o que terá contribuindo para a adesão de países como os EUA e a China.

Depois de ter sido assinado por 197 países e ratificado pelo número suficiente de países que representam 55% das emissões mundiais de gases com efeito de estufa, chegou a hora de pôr o documento assinado em prática.

A data prevista para ser posto em vigor era prudentemente 2020, mas a maior visibilidade social e força política conduziram a uma aceleração no processo.

No último século a temperatura já aumentou quase um grau (0,8), sendo que na bacia do Mediterrâneo, onde se situa Portugal, o aumento já chegou à unidade. Face a isso, em vários municípios portugueses está a ser preparado um projeto que vista a prevenção de situações de maior vulnerabilidade às alterações climáticas.

O projeto, com o nome ClimAdaPT.Local, liderado pelo especialista Filipe Duarte Santos, integra um conjunto de estratégias diferentes e adaptadas a cada uma das localidades ligadas à iniciativa.

Em declarações ao Diário de Notícias, o especialista Gil Penha-Lopes, coordenador no terreno do ClimAdaPT.Local, realça que a nível nacional as principais vulnerabilidades são “as taxas de erosão costeira elevadas, redução da precipitação anual no Alentejo e Algarve, que vão ter maior risco de desertificação, fenómenos extremos, com chuvas intensas que causarão mais cheias, e ondas de calor com impactos negativos na saúde”.

O principal objetivo deste Acordo é limitar o aumento da temperatura média do planeta a 2 graus Celsius até ao final do século, uma meta ambiciosa que levará a mudanças significativas no sistema energético, nos transportes, na economia e nos estilos de vida de cada indivíduo.

Francisco Ferreira, presidente da associação ambientalista Zero, explica ao DN que a entrada em vigor do Acordo de Paris “vai obrigar a uma revolução do sistema energético global, atualmente assente na queima de combustíveis fósseis, que dentro de duas a três décadas terá de basear-se fortemente em fontes renováveis”. O especialista sublinha que “essa revolução terá um grande impacto no nosso estilo de vida, na utilização dos recursos e no consumo”.

A lista inclui concelhos de todo o País:

1-Viana do Castelo

2- Montalegre

3-Bragança

4- Braga

5- Guimarães

6- Porto

7- Amarante

8- São João da Pesqueira

9- Tondela

10-Ílhavo

11- Seia

12- Figueira da Foz

13- Leiria

14- Tomar

15- Castelo Branco

16- Castelo de Vide

17- Coruche

18- Torres Vedras

19- Lisboa

20-Sintra

21- Cascais

22- Almada

23- Barreiro

24- Ferreira do Alentejo

25- Évora

26- Odemira

27- Loulé

28- Funchal

29- Vila Franca do Campo

At http://www.jornaleconomico.sapo.pt/

Votação nos EUA reflecte o sistema de educação

zimler-transferirA votação nas eleições presidenciais nos Estados Unidos irá ser um reflexo do sistema de educação norte-americano, segundo o escritor Richard Zimler, nascido em Nova Iorque mas que escolheu Portugal para viver há mais de duas décadas.

“Infelizmente é um sinal péssimo do sistema de educação norte-americano”, respondeu à Lusa o também jornalista e professor norte-americano naturalizado português quando questionado sobre o desenrolar das eleições presidências nos Estados Unidos e o surgimento de um candidato com o perfil como o do empresário Donald Trump.

Os Estados Unidos elegem a 8 de novembro o 45.º Presidente da história norte-americana, num ato eleitoral disputado pela primeira mulher candidata de um grande partido, Hillary Clinton (democrata), e pelo controverso multimilionário Donald Trump (republicano). Nesse mesmo dia, também vão a votos mais de 450 cargos legislativos do Congresso norte-americano.

“Existe um fenómeno estranho nos Estados Unidos que quase não existe na Europa: a palavra intelectual tem uma conotação negativa. Quem tem mais conhecimento é uma pessoa suspeita, duvidosa. Temos [nos Estados Unidos] muitos milhões de pessoas – e isto vai parecer muito estranho – que valorizam a sua própria ignorância. Que orgulham-se de ser ignorantes, de não conhecer o resto do mundo, de não conhecer bem os temas mais importantes e que realmente só valorizam os Estados Unidos como o país mais poderoso, mais interessante, com gente mais rica”, realçou.

Tais pessoas, segundo Richard Zimler, representam a ideia de “uma América muito isolada” que “mete medo”, porque é “menos tolerante, mais racista, mais homofóbica, mais misógina”.

Para o escritor, não é preciso uma pessoa ser doutorada em estatística para compreender a ligação direta entre escolaridade e a votação do próximo dia 8 de novembro.

“Um mapa muito interessante dos Estados Unidos que se pode fazer é o mapa de votação segundo os níveis de educação. Nos estados em que o nível de educação é mais alto, como Nova Iorque, Massachusetts, Connecticut, Vermont, Califórnia, eles são claramente a favor de Hillary Clinton com uma vantagem grande, e os estados em que os níveis de educação são mais baixos, como Mississippi, Alabama, Arkansas, está a ganhar Trump”, exemplificou.

E reforçou: “Uma pessoa formada, instruída, que tem conhecimento do mundo e dos Estados Unidos, que valoriza a ciência, a língua, a multiplicidade de etnias, que valoriza tudo isto não vai votar em Trump”.

Richard Zimler tem acompanhado com interesse o atual processo eleitoral, mas admitiu que necessita de manter “uma certa distância”, porque a troca de contestações e de argumentos atingiu um nível de tal maneira sujo que o deixa incomodado.

Também deu um conselho útil para os interessados nesta matéria. “O que é importante é seguir as sondagens nos estados-chave, porque o equilíbrio entre os dois candidatos é tal que quem ganhar estes estados-chave [também conhecidos como “swing states”] vai ganhar a eleição. Ou seja, se Hillary Clinton ganhar Virgínia, Carolina do Norte, Michigan, Wisconsin, Pensilvânia ou Ohio ela ganha, se Trump ganhar estes estados ele ganha”, apontou.

E a partir do dia 9 de novembro? “Estas eleições têm duas consequências muito importantes. Uma das consequências é para o resto do mundo. Se o Trump ganhar, ele não tem qualquer experiência diplomática (…), não sabe lidar com líderes estrangeiros, não domina bem a linguagem de economia ou de política (…) não acredita nas mudanças climáticas”, disse Richard Zimler, salientando que tal ausência de qualidades governativas poderá originar um mapa-mundo ainda mais dilacerado por conflitos.

A outra consequência identificada pelo jornalista americano é interna e está relacionada com o Supremo Tribunal, a mais alta instância judicial nos Estados Unidos.

“O Supremo Tribunal interpreta as leis de todos os estados, dos 50 estados, e pode determinar assuntos tão importantes como a discriminização do aborto ou o casamento dos homossexuais. Os juízes têm uma importância gigantesca e o próximo Presidente provavelmente vai ter a oportunidade de nomear quatro juízes [a instância é composta por um total de nove juízes]”, destacou.

“O novo Presidente vai determinar a orientação legislativa e política dos próximos 20 anos. Tem uma importância gigantesca”, frisou o escritor.

Já Hillary Clinton – o nome que Richard Zimler admitiu ter assinalado no seu boletim de voto entretanto enviado para o estado de Nova Iorque – tem dois grandes problemas para enfrentar.

“Há uma minoria de americanos, e ninguém fala disso, que não gostam de ver uma mulher com poder, uma mulher que vai ser Presidente, uma mulher inteligente, capaz e que fala abertamente sobre as suas opiniões. Ninguém vai dizer isso, mas é um facto”, lamentou.

O outro obstáculo são as ligações fortes que a candidata democrata sempre teve ao “sistema”, nomeadamente aos grandes bancos ou ao aparelho político.

“Ela não é uma ‘outsider’”, afirmou o escritor, mencionando que um dos desafios impostos à candidatura de Clinton é a conquista dos votos das pessoas que estavam a favor de Bernie Sanders, o seu adversário nas primárias democratas.

“Uma camada de leitores mais jovem, mais progressista, mais instruída, mais formada, com mais escolaridade, mais internacional”, finalizou.

At http://24.sapo.pt/