Artigo de opinião: “Não somos o tamanho do nosso decote”

diana-gasparO valor de uma mulher nunca será proporcional ao tamanho do seu decote, ao tamanho da sua saia, ao tamanho do seu rabo, ou às suas linhas de rosto.

O valor de uma mulher também nunca será proporcional ao formato das suas pernas, à sua performance física, às suas conquistas profissionais, ao seu carro e muito menos à marca da sua carteira e do seu verniz.

O valor de uma mulher nasce da sua atitude, na forma como se cuida, não para parecer, mas de acordo com o seu ser.
O valor de uma mulher nasce do seu amor-próprio e das escolhas que faz em função do que vibra dentro de si.
Nasce da sua integridade, nasce da sua coragem e da forma como defende aquilo em que acredita.

O valor de uma mulher sente-se na sua energia, nas suas intenções e no tamanho do seu coração.

Nenhuma mulher precisa de ser o que não é, nem de ser perfeita para ter valor.
Também não precisa de casamentos sem amor ou sem energia sexual e muito menos de pedir esmola de amor de alguém.

O valor de uma mulher não precisa de se notar, porque já brilha em tudo o que é.
Não precisa de se vestir como os homens, nem de se despir para se enaltecer.
Não precisa de maquilhagem, nem de justificação para a usar.
O valor de uma mulher não é proporcional à falta de roupa, ou ao excesso dela.
O valor de uma mulher é apenas proporcional à coragem para assumir que mulher quer ser, sem o ter de justificar nada a ninguém.

Todas as mulheres são bonitas quando se sentem bonitas.

Todas as mulheres brilham por si quando se guiam pelo que sentem, plenas de energia feminina, de sensualidade e de amor-próprio.

Diana Gaspar

At http://capazes.pt/

Governo cria plataforma para ensinar a cuidar de pessoas dependentes

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É a primeira medida a avançar em 2017 no âmbito do prometido estatuto do cuidador informal.

Aprender a transferir um doente da cama para a cadeira de rodas ou como evitar que, no caso de este ter sofrido um acidente vascular cerebral ou de estar entubado, se engasgue a comer, são alguns dos ensinamentos básicos que o Governo deverá disponibilizar na Internet, a partir do segundo semestre de 2017. O projecto destina-se a cuidadores informais (familiares, vizinhos ou amigos) que cuidam de dependentes em casa e chegará através de uma plataforma de e-learning com vídeos tutoriais.

A plataforma surge como uma das vertentes essenciais no contexto do estatuto do cuidador informal que o Governo quer aprovar juntamente com benefícios para estes cuidadores, como a possibilidade de fazerem deduções fiscais em sede de IRS e terem horários de trabalho reduzidos. Estas questões deverão ser discutidas no Conselho Económico e Social em data ainda a definir.

Para viabilizar o financiamento da criação do portal na Internet, a Administração Central do Serviço de Saúde, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e o Instituto da Segurança Social apresentaram em Setembro uma candidatura conjunta ao Sistema de Apoio à Modernização e Capacitação da Administração Pública, o denominado Sama 2020, que existe no âmbito do programa operacional Portugal 2020.

A plataforma vai disponibilizar “um conjunto de instrumentos autodidácticos de ensino à distância, com materiais interactivos”, como pequenos vídeos tutoriais, só com imagem e voz, para ensinar os cuidados a ter com o doente, assim como um espaço onde o cuidador poderá testar os seus conhecimentos e competências. Poderão também ser colocadas dúvidas a um tutor que prestará esclarecimentos.

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Segundo o coordenador da Reforma do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para a Área dos Cuidados Continuados Integrados, Manuel Lopes., em Portugal haverá 110 mil pessoas em casa dependentes de cuidadores informais ou familiares, 50 mil dos quais estão muito dependentes, acamados, e outros 55 mil têm graus de dependência carecendo de ajuda para tomar banho e ajuda parcial, por exemplo, para se vestirem. São essencialmente pessoas idosas.

Entretanto, um grupo, criado no âmbito desta reforma dos cuidados continuados e que envolve os ministérios da Saúde e da Segurança Social está, desde Março, a recolher informações sobre o que existe noutros países do ponto de vista da legislação, procurando boas medidas que possam ser implementadas em Portugal.

At https://www.publico.pt/

Excerto: “A inveja”

carlos_ruiz_zafon_palau_byn_16-250x375px“A inveja é a religião dos medíocres. Reconforta-os, responde às inquietações que os roem por dentro e, em ultima análise, lhes apodrece a alma e lhes permite justificar a sua mesquinhez e cobiça a ponto de acreditarem que são virtudes e que as portas do céu se abrirão apenas aos infelizes como eles, que passam pela vida sem deixar outra marca que não seja a das suas mal-amanhadas tentativas de amesquinhar os outros e de excluir e, se possível for, destruir aqueles que, pelo simples facto de existirem e de serem quem são, põem em evidência a sua pobreza de espírito, mente e entranhas.

Bem-aventurado aquele a quem os cretinos ladram, porque a sua alma nunca lhes pertencerá.”

Carlos Ruiz Zafon

In “O Jogo do Anjo”