Artigo de opinião: “Notícias dos ‘nossos irmãos'”

marcoConsidero encantadora a forma como alguns temas recentes, que só se aprofundam em relações internacionais, entram pela casa das pessoas. Aliás, até os próprios licenciados, acusados por vezes de terem um curso que não serve para nada, a não ser que tenham um tio como adido ou outro, num consulado ou embaixada, ficam a abanar sobre o que se deve aprofundar mais sobre estas matérias, subordinados ao que impinge a televisão.

Sou um seguidor assíduo da política britânica, assim como do seu regime (agora) equilibrado instituído, mas considero uma autêntica estupidez ver um país a seguir um determinado caminho, só porque uma tendência ganhou por umas “centésimas” num referendo. Querem ficar com o pendão da democracia da velha Europa, onde se embandeiram com os animados debates na Câmara dos Comuns, mas sustentar este “broxit” nesta votação, é uma parvoíce de todo o tamanho. Entendo alguns dos motivos, mas que não ficaram garantidamente legitimados nesta votação.

Em Espanha, os “bloquistas” e/ou “comunistas” quiseram passar a perna ao PS e lixaram-se (António Costa foi oportuno e exímio no momento certo), ao mesmo tempo que a maioria dos eleitores insistem em querer mais medidas de austeridade, e a manutenção da inversão à prosperidade de outrora. Do tempo em que “saltávamos” a parede à procura de melhor oferta de preços. Há quem diga que cada um só tem o que merece, e duas vezes serão já suficientes para que não se insista mais. Gosto dos “obreros espanholes”, e tenho pena por eles, porque sei que lutaram ao máximo e com as melhores intenções. Com o regresso a casa do Euro 2016 têm agora mais tempo para “dormir” sobre a política doméstica.

Quanto aos preços, reflectia recentemente sobre as críticas também de outrora, sobre a “sova” que os Portugueses levavam no Algarve, e hoje em dia vêem-se supermercados e restaurantes cheios, e uma harmonia com os “nossos irmãos” de sempre. E não, não foram os algarvios que reduziram os preços. A “martelada” que todos levámos na generalidade dos preços, deve-se à entrada no “euro” e na posterior austeridade. Antigamente, no Alentejo, um bolo dormido custava 100 escudos e hoje custa 2 euros e meio. Recomendação: aproveitem e gozem do melhor Verão da Europa.

Marco Oliveira

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