Artigo de confirmação: “Passados 2 anos, cá estamos!”

Willy_Brandt_1935_35c450fa4dA princípio era o sorriso da “construção”. De cada peça, das cores, da expectativa, do querer dar mais luz, do querer fazer bem, do partilhar, do envolver, do publicitar, de redimensionar. Queríamos fazer diferente, até porque a democracia assim o permite, em profundo contraditório com o controlo exclusivo. E o objectivo mantém-se precisamente o mesmo: construir. Tudo com as melhores intenções. Até porque seguimos e gostamos de quem prossiga valores como o da fraternidade ou da solidariedade. E ainda que a vida esteja sujeita sempre à existência de dualidades, não se visa por aqui nada de negativista, nem de desvalorização pessoal, nem de apelo à má educação e conduta, nem de alimentação de conversa sobre o que surge por vezes de realmente mau. E todos, sem excepção, têm a possibilidade de contribuir para tal. Assim todos os que queiram “participar” tenham consciência dos limites que serão, naturalmente, permitidos. Até pela própria sociedade.

E até porque os destinatários continuam a ser os mesmos, todos, e a hierarquia de relevância também. O concelho de Nisa é o embrião de toda esta obra, aquele que tem que ser cuidado com a maior delicadeza. Até porque é enorme. As suas gentes (inclusivamente as da diáspora, e são muitos) e o seu vasto território. E é com ele que temos que ter a principal preocupação. E logo depois o distrito do Alentejo onde estamos inseridos (e o que sempre seremos, ao lado de todos os outros concelhos deste nosso Alto Alentejo) e a preocupação sobre a capital de distrito, Portalegre, que parece estar a ser, cada vez mais, engolida pela distância das decisões e por aquela palavra que, na realidade, não significa nada: interior. Independentemente da defesa política a ser feita por quem de direito, deveriam aqui estar centralizadas um sem número de atractividades de âmbito “regional”, nomeadamente no âmbito da cultura, da história, do desporto, do lazer, etc., até por ser na realidade uma “capital”. Mas será que a sentimos actualmente como tal?

E depois também queremos saber o que se passa nos concelhos para onde temos uma porta de passagem, para, como exemplo, identificarmos o que de melhor e de pior se faz. E as outras regiões por estes abrangidas, como os nossos irmãos logo ali do lado de lá da fronteira, com o enfoque em Cedillo, e os outros irmãos do distrito da Beira, cuja capital fica a pouco mais de 40 kms.

E, por fim, a preocupação com todas as matérias de âmbito nacional ou internacional, social, político ou económico, ou todas as demais, susceptíveis de transformarem as nossas vidas.

E tudo feito com muito gosto. Assim seja compreendido o porquê de cá andarmos, com humildade e ajudando a melhor informar a “nossa terra” e as “nossas gentes”. Cada um faça o seu papel. Seja ele bem ou mal feito. E não vale a pena inventarem. Porque enquanto isto nos der gozo, e mantivermos a melhor conduta e não ferirmos susceptibilidades, haverão muitos mais anos para comemorar.

LV

Artigo de confirmação: “O direito à escrita.”

joana-darc-de-luc-bessonEscrever aproxima as pessoas ou pode simplesmente afastá-las. Mas fá-las começar a pensar, sem dúvida. Já havia quem dissesse que pouco importava se falavam bem ou mal de algo ou alguém, o importante era falar-se. O acesso a informação nos dias que correm é vasto. A toda a hora somos bombardeados com notícias da nossa terra ou de um qualquer lugar remoto no globo. Assuntos mais ou menos pertinentes que dão a volta ao mundo, mais rápido do que se correr a contar a vizinha do lado.

Supostamente andamos sempre desactualizados. O ciclone que arrasou determinada ilha afinal não foi mais que um rajada de vento. Da queda do avião sobreviveram vinte e não duas pessoas. Há que saber fazer a triagem de toda a informação que nos envolve. De uma forma prática e objectiva, selectiva e exigente, se quiserem. E depois sermos mais críticos. Darmos opiniões e pedirmos esclarecimentos.

É aqui que cumprimos o nosso papel de podermos mudar o mundo, no pouco que conseguimos. Por muito bom que sejamos, alguém não partilhará da mesma opinião. Ao invés de destruirmos opiniões contrárias, há que ser humilde e reconhecer que podemos ser ainda melhores. Chama-se construir. Criar alicerces e reforçar as estruturas para melhorar nem que seja o fundo do nosso quintal. Os blogues transformaram-se em plataformas que, quando bem geridas e desenvolvidas, poderão ser ferramentas úteis na proliferação de ideias e projectos.

Achar que um blog não é mais que uma forma camuflada de tecer críticas e dizer mal de alguém, só poderá ser revelador de uma mente que não se abre a novas ideias, nem a novos horizontes. Redutora, portanto. Castradora do progresso.

Passados dois anos, esta Porta e esta Janela estiveram abertas à discussão sobre os mais variados assuntos. Continua a faltar o empenho em emitir opiniões e críticas quando assim tem de ser. Dizer mal e ofender sob anonimato é muito mais fácil. Mas não é isso que se pretende. Não aqui. Se temos muitos ou poucos seguidores não é demasiado importante. É importante saber que estamos aqui. Que continuamos a querer colaboradores na construção de um futuro mais promissor. Continuamos, de portas e janelas abertas. Escancaradas.

NC