Dia e Noite dos Museus: grátis

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Dia Internacional dos Museus, dedicado este ano à relação destes espaços com a paisagem cultural, celebra-se na quarta-feira com entrada livre em museus, palácios e monumentos, e uma programação de visitas, ateliês e encenações históricas.

Instituído pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus, o Dia Internacional dos Museus tem este ano como tema “Museus e paisagens culturais”, visando promover a ideia de museu enquanto centro territorial de uma protecção activa da paisagem cultural. Enquanto no dia 18 de Maio, quarta-feira, os museus, palácios e monumentos da tutela da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) têm entrada livre, na Noite dos Museus, a 21 de Maio, estarão abertos gratuitamente a partir das 17h30.

Cerca de 44 concelhos do país aderem às celebrações, nos seus 79 museus, monumentos e palácios, participando com dezenas de actividades como visitas guiadas, exposições, ateliês, teatro, palestras, concertos e lançamentos de livros, entre outras. Em Lisboa, o Museu Nacional dos Coches promove, entre as 10h e as 17h30, o “Passeio Real por Belém”, que faz um percurso pela zona histórica de Belém em charrete, com partida do novo edifício. Também na capital, mas no dia 21 de Maio, Noite dos Museus, às 18h00, o Museu da Água realiza “Os fantasmas do Loreto”, uma visita comentada na galeria subterrânea do Loreto, com animação histórica que irá percorrer 1,2 quilómetros, entre o reservatório da Mãe d’Água, das Amoreiras, e o Reservatório da Patriarcal, no jardim do Príncipe Real.

Nas Caldas da Rainha, a 18 de Maio, às 11h, o Museu de José Malhoa faz uma visita à descoberta das obras e dos artistas representados na exposição de escultura ao ar livre, contando todas as histórias por detrás das peças, e o seu contributo na paisagem envolvente. Na localidade de Barcarena, concelho de Oeiras, o Museu da Pólvora Negra organiza, a 21 de Maio, às 15h, o programa “A Fada do Fogo e os Piratas”, para o público infantil, com a criação de um fantoche. Também nesse dia, em Guimarães, o Museu de Alberto Sampaio inicia, às 22h, uma visita às suas colecções, que incluem 12 tesouros nacionais.

O Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, vai dar acesso livre, durante todo o dia de 18 de Maio, aos dois núcleos museológicos: a tinturaria setecentista e pombalina da Real Fábrica de Panos, no período pré-industrial e manufactureiro, e a evolução da manufactura/maquinofactura para a mecanização dos lanifícios, na Real Fábrica Veiga. Na Noite dos Museus, o Museu Municipal de Faro apresenta, a partir das 21h30, uma encenação intitulada “O saco do homem do saque”, a propósito dos 420 anos sobre os ataques das tropas inglesas à cidade.

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Para a UMVI, o país está numa rota insustentável

jornint

A coordenadora para a Unidade de Missão para a Valorização do Interior (UMVI), Helena Freitas, considerou hoje que o país está numa rota insustentável e adiantou que o modelo de organização político-administrativo falhou.

“O interior é hoje um objetivo de todos, porque o país não pode continuar esta trajetória. O modelo de organização político e administrativo falhou. Errámos. Temos de construir um modelo alternativo”, disse Helena Freitas.

A coordenadora da UMVI, que falava na sessão de abertura das primeiras Jornadas do Interior, organizadas pelo Jornal do Fundão e pela Comunidade Intermunicipal Beiras e Serra da Estrela, no Fundão, defendeu que a geografia não pode continuar a condicionar o presente e o futuro dos portugueses.

“Os saltos culturais são extremamente importantes para as escolhas que fazemos. É um aspeto que sei que não basta, mas é importante incorporá-lo”, disse.

Esta responsável sublinhou, também, que não se pode deixar de ter em atenção os serviços públicos e adiantou que se o Estado não garantir um conjunto mínimo destes serviços nos territórios, não há soluções que tenham viabilidade.

“Isso é a exigência mínima que se pode fazer ao Estado. O cidadão, esteja onde estiver no território nacional, tem de ter acesso à saúde, educação, justiça, cultura entre outros”, defendeu.

Já em relação às infraestruturas existentes no território nacional, a coordenadora da UMVI disse que não subscreve a avaliação que é feita.

“Não subscrevo essa avaliação. É evidente que em alguns casos temos infraestruturas em excesso, mas também é verdade que em muitos casos faltam infraestruturas rodoviárias e ferroviárias para promover o encontro de oportunidades que desejamos”, sustentou.

Nesta perspetiva, defendeu que se deve olhar para a forma como o país tem organizado os investimentos.

“Não temos tido grande sucesso a esse nível. Há realmente um desequilíbrio que continua a acontecer e temos de perceber de que forma o podemos contrariar”, concluiu.

Já o diretor do Jornal do Fundão, Nuno Francisco, realçou a criação da UMVI e o compromisso de esta pensar o interior como um todo.

“Hoje, a cidade do Fundão será o epicentro do interior, de Trás-os-Montes ao Alentejo em busca de caminhos e soluções e de renovadas esperanças”, disse.

Este responsável adiantou que as jornadas pretendem ser um fórum de reflexão comum e um ponto de encontro dos territórios do interior, cada um com as suas potencialidades e debilidades, mas unidos por problemas estruturais comuns.

“A boa vontade é um bom ponto de partida, mas não chega para sustentar uma ideia ou um projeto até à linha de chegada. É necessário mais, muito mais”, sublinhou.

Nuno Francisco deixou ainda algumas questões para reflexão: “Como potenciar economicamente estes territórios do interior, como assegurar a atratividade económica, em suma, como consolidar projetos económicos, sociais e culturais que garantam o rasgar de novos caminhos de afirmação”.

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