Comissão Europeia apoia o porco alentejano

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A Associação de Criadores do Porco Alentejano viu aprovado pela Comissão Europeia um projecto de promoção do porco alentejano em Espanha, França e Portugal.

O projecto da ACPA tem um orçamento de 465 mil euros, para três anos, tendo sido aprovado por Bruxelas um co-financiamento 50%, ou seja, 232 mil euros.

O presidente da ACPA, Nuno Faustino, considera que a aprovação é um “reconhecimento do potencial que a raça tem e o acreditar no desenvolvimento económico que pode vir a trazer a Portugal e sobretudo à região Alentejo”.

O projecto de divulgação do porco Alentejo terá a maior parte das acções centradas em Portugal, mas prevê também iniciativas de promoção em Espanha e em França.

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Artigo de opinião: “Os cartazes de Marisa”

Jose Manuel Diogo avatar.jpg.320x320pxMarisa começou por ser “Uma por todos“, num cartaz audacioso, atrevido, quase sexy; agora é “A esperança conquista-se“, apresentando-se como se fosse, ela própria, um objeto de desejo. Foi nas últimas eleições legislativas que o Bloco de Esquerda, antes de qualquer outro partido percebeu uma coisa nova: a beleza das suas mulheres valia votos. Muitos.

As carinhas larocas de Mariana Mortágua e Catarina Martinsforam um ativo eleitoral de peso. Entre os resultados da “liderança bicéfala”, com a imagem de Semedo, e os da “porta-voz” (com Margarida Martins e Mariana Mortágua), a diferença foi tão grande que o marketing do Bloco mudou de estratégia.

Esta narrativa, assente na forma como duas mulheres jovens – Gente de verdade – olhavam para os eleitores; também eles, pessoas de verdade, com problemas de verdade; revelou-se de uma terrível eficácia. Nas recentes legislativas o Bloco conseguiu quase o dobro dos votos e mais do dobro dos deputados. 550 mil portugueses gostaram e votaram.

É certo que o momento político era outro, mas as ideias em debate e as causas adotadas eram praticamente as mesmas. Foi este novo discurso e uma nova geração de políticas (no sentido do género das protagonistas) que guindou o Bloco à condição de terceira força política em Portugal. O BE, apelando à juventude e à beleza capitalizou os votos jovens que o PS não soube apanhar e de que tanto precisava. Helas! Foram as mulheres do Bloco que levaram a Esquerda para o poder.

Agora nas presidenciais a cena repete-se. Marisa Matias, toda ela forma, toda ela olhar, é a protagonista. E a mensagem é ainda mais radical e mais sensual. Marisa começou por ser “Uma para todos”, num primeiro cartaz audacioso e quase atrevido; e agora é “A esperança conquista-se” numa imagem de inusual proximidade entre político e eleitor, como se fosse ela o objeto de desejo. Nas duas mensagens Marisa é olhar e sedução. Nos dois cartazes Marisa é juventude e beleza.

Ao comparar a mensagem de Marisa com os outros candidatos do arco parlamentar é assim que se diz agora depois que o arco do poder se alargou) salta literalmente à vista que nesta campanha o Bloco de Esquerda procura exatamente o mesmo que antes tiveram Martins e Mortágua: o voto jovem e descontente e os amantes da beleza.

Mas o que nas legislativas era um trunfo, nas presidenciais é um erro. Ser candidata a deputada é uma coisa muito diferente de ser candidata a Presidente da República. Os eleitores não procuram a mesma coisa e não decidem da mesma forma.

É por isto que estes cartazes são um erro. E beleza desperdiçada.

José Manuel Diogo

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