Rádio Portalegre faz “radiografia” a 2015

radio portalegre2015 termina com balanço positivo, no que diz respeito à união entre os 15 municípios do Alto Alentejo. O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), Nuno Mocinha, diz que foram congregados esforços e que o poder reivindicativo da região ganhou força.

Em clara antítese com a união dos municípios a Câmara Municipal de Portalegre, capital de distrito, anda às “avessas”. O orçamento municipal para 2016 foi chumbado e a presidente da autarquia, Adelaide Teixeira, acusa a oposição de paralisar o município e o concelho.

Efetivamente, não só o concelho mas todo o distrito parece padecer de uma certa paralisação, pois se assim não fosse não haveria justificação para o encerramento de cerca de 300 empresas em 2015, número avançado pelo presidente do Nerpor, Jorge Pais.

Para além de paralisado o distrito foi também, mais um ano, abandonado pelo poder central, segundo diz o presidente da UGT Portalegre, Chambel Tomé. O desemprego, esse não paralisou e continua a atormentar quem aqui vive, ou sobrevive.

Helena Neves da União de Sindicatos do Norte Alentejano diz que os dados do desemprego não são reais, porque ficam escamoteados pelos contratos de emprego inserção.

Isabel Lourinho do Núcleo de Portalegre da Rede Europeia Anti Pobreza espera que a situação não piore em 2016. A pobreza é uma preocupação transversal entre as instituições que diariamente lidam com esta realidade.

Elicidio Bilé, presidente da Caritas de Portalegre e Castelo Branco, pinta um cenário complicado para o distrito de Portalegre e teme que a pobreza aumente em 2016.

Em contraciclo com os restantes setores, o turismo cresce de forma consistente e sustentável no Alto Alentejo. O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Ceia da Silva, afirma que 2015 é mais uma vez o melhor ano turístico de sempre.

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