Artigo de opinião: “Já não se fazem jantares de Natal”

marcoCom a partida do senhor Emílio Moura, quase se encerra um ciclo de socialistas “cotas” disponíveis para darem continuidade à luta, hoje cada vez mais necessária, pela manutenção dos valores de Abril. Sim, porque é assustador o número de grandes militantes, praticamente da mesma geração, que nos deixaram tristemente nestes últimos anos, uns e outros, pelo trabalho puramente partidário ou mesmo pela imagem que tinham, nunca dissociada do PS: Jorge Oliveira, José Vilela Mendes, António José Correia, José de Oliveira Rodrigues, Joaquim Nunes Pereira, José Luís Bruno, Emílio Moura. Ou mesmo cabeças-de-lista a executivos camarários pelo PS, como António Bento ou João Manuel Polido.

25 de AbrilO senhor Emílio, com aquela forma irrepreensível de não admitir, desde sempre, que colocassem em causa o seu partidarismo, fez parte dum período em que a Comissão Política Concelhia do PS teve uma enorme actividade política em Nisa, e ele foi um dos responsáveis para que tudo tendesse a correr bem, assim a disponibilidade dos outros fosse igual à que sempre deu. E ainda conseguiu a concretização de uma ambição de muitos, antes de partir, que foi ver o seu município, sempre mais socialista, a regressar à gestão do PS.

Mas com a sua partida parece que ficou um vazio. Aquele sentimento que para reestruturar ou rejuvenescer instituições precisamos naturalmente de novos reforços, mas também que se mantenham aqueles ícones, que serão sempre o nosso exemplo, e que fazem falta para que a esperança e a luta por uma vida melhor nunca termine. Ainda temos alguns, é verdade, mas começam a ser muito poucos, cuja disponibilidade poderá não ser a que se considera necessária.

E o PS em Nisa teve essa oportunidade recentemente. Para além de canalizar os recursos necessários para, agora, a sua gestão camarária, teve a possibilidade de colocar militantes responsáveis e disponíveis a dinamizarem uma estrutura que não pode perder a actividade que atingiu nos últimos anos, inclusivamente além-fronteiras. Até porque a expressão construir com todos será sempre maior do que a palavra centralizar. E também porque não é nada fácil duplicar o número de militantes como aconteceu num passado recente, mais ainda disponíveis e desinteressados.

Espero do fundo do coração que o futuro próximo traga boas novidades. Será bom para o PS e será bom para Nisa. E que se constituam novos “Emílios Mouras”, verdadeiros socialistas nisenses, até porque, com o PS, nunca houve jantares grátis.

Desejo a todos um Santo Natal e um ano 2016 cheio de boas concretizações!

Marco Oliveira

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