Central Nuclear de Almaraz ainda insegura

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A Central de Almaraz, na província de Cáceres, designada pela Quercus de “bomba-relógio”, demorará cerca de dois anos mais a terminar a instalação dos sistemas de contenção da radiação.

A central nuclear de Almaraz, a cerca de uma centena de quilómetros da fronteira portuguesa, está em processo de finalização das suas actualizações de segurança.

O tema da segurança tornou-se particularmente visível após o acidente de Fukushima, no Japão, provocado pelo tsunami resultante do sismo de 11 de Março de 2011.

Contestada por ambientalistas, designadamente pela associação portuguesa Quercus – que em Junho, à Lusa, a designou de “bomba-relógio” – a central de Almaraz está junto ao Rio Tejo (cuja primeira localidade que encontra em Portugal é Vila Velha de Ródão), e próxima dos distritos de Portalegre e Castelo Branco.

Precisamente em Castelo Branco, o responsável local da Quercus, Samuel Infante, afirmou em Junho, à Lusa, que “a central está completamente obsoleta”, apontando o resultado do teste de resistência pedido pela Greenpeace. “Há um risco sério de ocorrerem incidentes e não vemos qualquer iniciativa por parte do Governo”, afirmou na altura, dizendo que a Quercus tem “feito alertas e parece que deste lado da fronteira não existe problema”. Dias antes, a responsável da área de energia nuclear da Greenpeace, Raquel Montón, tinha anunciado o chumbo da central espanhola no teste de resistência, denotando a ausência do género de válvula que tornou possível a dimensão do desastre de Fukushima.

De acordo com afirmações de Quirós, citadas pelo Hoy Digital, as previsões da central nuclear apontam agora para que ambos os espaços estejam completos um ano antes do inicialmente estimados, quando a central completasse 40 anos de vida útil. O primeiro depósito estará cheio em 2020 e o segundo em 2022. A que a taxa de ocupação dos reservatórios onde são armazenados os resíduos radioactivos está acima de 80%.

At http://economico.sapo.pt/noticias/central-nuclear-vizinha-de-portugal-concluira-medidas-de-seguranca-em-2017_235457.html

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Eustáquio e Barretto começaram em Nisa

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António Eustáquio, há anos a tocar guitarra portuguesa e guitolão (um instrumento dela derivado, único no mundo) e Carlos Barretto, um dos nomes maiores do jazz em Portugal, juntaram-se num trabalho conjunto que já deu origem a um disco, lançado em Maio deste ano. Agora, apresentam-no em Lisboa e em Braga, em concertos onde revisitarão temas desse disco e outros da sua já vasta carreira musical. O primeiro encontro entre ambos já data de há três décadas. Foi em Lisboa, nos meios do jazz, como conta António Eustáquio.

“De vez em quando eu ia ao Hot Clube. Um dia, estava no balcão, e começo a ouvir um contrabaixo a tocar superiormente. Ao meu lado estava o Rui Neves, crítico de jazz, perguntei-lhe quem era e ele disse: ‘É o melhor músico de jazz português!’ No final do concerto fui cumprimentá-lo e conhecê-lo. Isto já lá vão uns trinta e tal anos. Começámos então a fazer alguns trabalhos juntos, pontualmente.” Até que essa colaboração ganhou laços mais efectivos. “Quando eu fiz a apresentação do guitolão, o Carlos estava em Nisa, perto de Castelo de Vide, onde eu resido, e aí começámos a pensar num trabalho em conjunto: porque não cruzar as sonoridades do guitolão e do contrabaixo? Experimentámos e ficou realmente muito interessante, em relação ao timbre dos dois instrumentos.”

A primeira abordagem foi de improviso. “Mas já estávamos à procura de temáticas, de temas”, lembra Carlos Barretto. “O António ia trazendo alguns, eu propunha uma ou outra coisa, e fomos criando repertório. Foi em Nisa que constituímos o repertório principal.”

At http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/eustaquio-e-barretto-uma-conversa-de-cordas-entre-guitolao-e-contrabaixo-1714400?page=-1