Vem aí a Regionalização?

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As direções das cinco regiões de planeamento e de desenvolvimento territorial (equivalentes às atuais CCDR) serão eleitas, por câmaras e assembleias municipais; as áreas metropolitanas terão mais poderes; e as câmaras municipais uma participação “alargada” a novos domínios. Na reforma Relvas das freguesias serão corrigidos “os casos mal resolvidos”, os que foram feitos “a regra e esquadro”.

O programa de Governo do PS, com o apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e da CDU, defende “uma transformação no modelo de funcionamento do Estado”. Com vista a uma “desejada transferência de competências do Estado para os órgãos mais próximos das pessoas”.

O documento assume mesmo que a “descentralização” deve ser a “base da reforma do Estado”. Sem que alguma vez a palavra seja utilizada, trata-se de uma espécie de regionalização – em ponto pequeno, mas com passos firmes nesse sentido.

Nas áreas de intervenção das atuais cinco comissões de coordenação e de desenvolvimento regional (CCDR) surgirão “cinco regiões de planeamento e de desenvolvimento territorial”.

A “maior legitimidade democrática” dos vários órgãos é uma preocupação do programa de Governo do PS. Assim, os órgãos executivos das CCDR, até hoje de nomeação governamental, serão eleitos por um colégio formado por membros das câmaras e das assembleias municipais.

Em relação às comunidades intermunicipais (CIM), estruturas que agregam os restantes concelhos do país (os que ficam fora das duas áreas metropolitanas), o programa do PS é menos concreto. No entanto, as CIM serão certamente objeto de grandes transformações, pois verão “revistas” as suas “atribuições, os órgãos e modelos de governação e de prestação de contas”.

Os municípios verão “alargada a sua participação nos domínios da educação, ao nível do ensino básico e secundário, com respeito pela autonomia pedagógica das escolas, da saúde, ao nível dos cuidados de saúde primários e continuados, da ação social, em coordenação com a rede social, dos transportes, da cultura, da habitação, da proteção civil, da segurança pública e das áreas portuárias e marítimas”.

Um Executivo de António Costa irá abrir novas lojas do cidadão e balcões multisserviços, e criar unidades móveis de proximidade. Ou seja, em zonas do país mais despovoadas, o guichê do Estado aparecerá ao cidadão em jeito das antigas bibliotecas itinerantes da Gulbenkian.

Os socialistas vão ainda “corrigir os erros da extinção de freguesias a regra e esquadro”. Assim, serão estabelecidos “critérios objetivos” que permitam às freguesias “aferir os resultados da fusão/agregação”. No fim, serão corrigidos os “casos mal resolvidos”.

At http://expresso.sapo.pt/politica/2015-11-09-Programa-do-PS-da-passos-para-a-regionalizacao–sem-nome-

Ikea vai recrutar 3.000

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A IKEA vai contratar cerca de três mil pessoas nos próximos dez anos, altura em que planeia ter já dez lojas no país. Actualmente, a IKEA emprega cerca de três mil pessoas em Portugal, pelo que o número vai aumentar para o dobro, em dez anos. Cerca de 1.500 pessoas trabalham, actualmente, nas três lojas de Alfragide, Loures e Matosinhos e mais 1.500 na parte da indústria (IKEA Industry), em Paços de Ferreira.

Neste momento, estão já a decorrer candidaturas ‘online’ para preencher 250 vagas para a loja de Braga, que deverá abrir na Primavera de 2016, no centro comercial Nova Arcada.

Para quem se quiser candidatar, a directora de Comunicação Corporativa do grupo sueco, Cláudia Domingues, dá algumas dicas: “O nosso foco é estudantil, mas também pensamos nas pessoas que saíram do mercado de trabalho e querem voltar a entrar, por exemplo, as mães que estiveram em casa com os filhos. Mas, precisamos de pessoas com disponibilidade de horários, para trabalhar até ao fecho da loja e ao fim-de-semana”.  A IKEA segue uma política de recrutamento centrada nos jovens, muitos deles estudantes, que começam por funções operacionais e vão subindo na empresa até chegarem a funções mais no topo.

No final do Verão do próximo ano, haverá nova campanha para recrutar mais cerca de 250 colaboradores para a loja que se seguirá, que será a de Loulé em 2017, a primeira a Sul do Tejo.

Entre 2017 e 2025, o grupo sueco quer abrir mais cinco lojas em Portugal. Embora sem admitir localizações, a responsável confirma que a Margem Sul é uma forte possibilidade. As sete novas lojas significam um investimento do grupo em Portugal de 1.100 milhões de euros.

At http://economico.sapo.pt/