Artigo de opinião: “As empresas que nos exploram”

ReconquistaHá determinadas empresas em Portugal que, aos olhos dos cidadãos, e talvez também dos seus administradores, se julgam acima de tudo, e até do próprio poder político. Refiro-me às empresas ligadas à energia eléctrica, aos combustíveis líquidos e gasosos, às de telecomunicações, e às ligadas às parcerias público privadas, como scutvias, bisa, etc. Conseguem pôr os portugueses a pagar os seus produtos a preços, dos mais altos praticados na Europa, apesar de vivermos abaixo de muitos desses países. São multados pelo Estado e recusam-se a pagar essas multas, assim como recusam pagar as taxas extraordinárias de solidariedade que lhe são impostas. O Governo manda instalar bombas de combustíveis de marca branca nos seus postos de abastecimento, fazem orelhas moucas e não executam esse mandato. Dão-se ao luxo de fazerem uma publicidade agressiva e enganosa, sobretudo nas telecomunicações, com contratos dúbios para quem os faz, e depois não consegue ver-se livre deles. Conseguem não fazer concorrência de preços entre as várias marcas, mas recusam haver qualquer forma de cartelização. Não admira que no fim apresentem lucros de milhões, pois não fazem funcionar as regras de mercado baseadas na concorrência. E se alguma dessas empresas vai à falência e tem se ser vendida, é porque houve negociatas dúbias, dos seus administradores com a alta finança bancária, com proveitos não sabemos bem para quem…

São a classe média e os pobres desta país que estão também aqui a pagar para enriquecer os accionistas destas empresas, alguns deles estrangeiros. E se não pagarem atempadamente há o corte de serviços e o direito a penhoras de bens, até pagarem o que devem. Em 2014, 285 mil famílias ficaram deste modo sem electricidade; os que não pagaram as portagens nas autoestradas vêem os bens penhorados até pagarem…

Segundo a doutrina social da Igreja compete ao poder político controlar o poder económico e não o contrário, como parece estar a acontecer em Portugal com estas empresas. Como diz o Papa Francisco na evangelii gaudium: “não podemos mais confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado”. Pior ainda quando essas forças não obedecem a qualquer controlo político.

Agostinho Dias

At http://www.reconquista.pt/pagina/edicao/350/6/noticia/36253

Deputados do distrito em sessões distritais do “Parlamento dos Jovens”

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A Deputada socialista Sandra Cardoso participou 2.ª feira na sessão distrital de Portalegre do ensino básico, no Auditório do IPDJ em Portalegre, entre as 10h e as 18h, no âmbito do Programa “Parlamento dos Jovens”, organizado pela Assembleia da República e apoiado, nesta 2.ª fase, pela Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares – Direcção de Serviços da Região do Alentejo.

A sessão distrital, cujo tema em debate foi o “combate ao insucesso escolar”, proporcionou aos 45 alunos eleitos de 9 escolas do distrito (Campo Maior, Elvas, Gavião, Nisa, Ponte de Sôr e Portalegre) a vivência de uma sessão parlamentar com uma metodologia de debate semelhante à da Assembleia da República.

O seu objectivo foi debater e aprovar o projecto de recomendação do círculo e eleger 4 jovens deputados e respectivo porta-voz à Sessão Nacional, a decorrer, em Maio, na Assembleia da República.

Ontem foi a vez do Deputado social-democrata Cristóvão Crespo, também em sessão distrital no Auditório do IPDJ em Portalegre, entre as 10h e as 18h, mas no âmbito do ensino secundário.